Reinventar a vida

Perder alguém é também perder-se de si mesmo. A saída não está na superação e sim na transformação.

Quando perdemos alguém parece que perdemos o nosso próprio rumo, passamos a não ver mais sentido em muitas coisas e a não reconhecer mais a vida que conhecíamos até aqui.

Joan Didion, jornalista e escritora americana, descreve isso de forma brilhante em seu livro O ano do pensamento mágico: “A vida muda num instante. Você se senta para jantar e a vida que você conhecia acaba de repente”.

É como se nada e tudo mudasse ao mesmo tempo. A vida continua como sempre foi e a gente não é mais como sempre foi.

O importante é ter a clareza de que o luto é um processo de transformação e não de superação. É um caminho doloroso, sem ponto de chegada, mas que chama para uma reinvenção da própria vida.

Por isso é preciso aceitar a responsabilidade em deixar o mundo se modificar e assumir novas versões de si mesmo – quem sabe melhores até.

Fonte: http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2016/03/15/reinventar-a-vida/