Um dia de chuva, um dia de sol

Alguns dias podem ser terríveis para quem sofre com a partida de um parente ou amigo, mas há muitas coisas que costumam ajudar nesses momentos

Quem já passou por uma grande perda sabe que essa talvez seja uma das provas mais duras da vida. Aceitar que a morte deixou de ser algo distante, que só acontece nos filmes, e chegou na sua vida não é nada fácil. Aprender a viver sem a presença física de alguém que a gente ama muito e partiu tão cedo é doloroso demais.

Os psicólogos falam em ‘trabalho do luto’ – e faz sentido. É realmente um trabalho, um esforço imenso de adaptação e aceitação que nos exige coragem, força, paciência, amor e (para muitos) um bocado de fé. Nesse processo, nem todos os dias são iguais e alguns deles podem ser terríveis. O que fazer nos dias piores?

Durante o nosso estudo, buscamos entender o que é capaz de ajudar as pessoas nesses momentos. Muitos nos falaram da alegria das crianças e de como elas são capazes de trazer um novo brilho para o cotidiano. Outros nos contaram sobre o valor das grandes amizades e da importância da troca de experiência com pessoas que já passaram por perdas semelhantes. E também ouvimos histórias de quem encontrou força na religião, na terapia, na arte, no esporte, no trabalho, nos livros e em tantos outros lugares.

O que aprendemos é que não há uma receita pronta ou uma lista fechada de como viver o luto ou de como encarar os dias difíceis. Mas que aos poucos cada um vai experimentando e identificando aquilo que lhe faz bem – do seu jeito, no seu ritmo. Não precisamos organizar o luto; precisamos escutar, respeitar e ir em busca daquilo que nos faça bem. Seguimos!

Fonte: http://vamosfalarsobreoluto.com.br/2016/02/16/um-dia-de-chuva-um-dia-de-sol/